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Economia
FÁBRICA DE CIMENTO DE BISSAU PRODUZIRÁ 500 MIL TONELADAS DE CIMENTO/ANO - MAXIME CARDOZ PERSPETIVA EMPREGAR MILHARES DE JOVENS - 16-01-2014

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Article posté le 16-01-2014

Maxime Cardoz acaba de assinar um acordo de investimento com o Governo, para a instalação de uma unidade fabril com a capacidade de produzir anualmente 500 mil toneladas de cimento. A iniciativa não só cobrirá o mercado interno bem como uma parte significativa dos países vizinhos uma vez que a Guiné-Bissau, segundo estudos realizados, apenas consome 200 mil toneladas anuais de cimento. O jovem empresário concedeu à Gazeta de Notícias uma entrevista em que fala do seu empreendimento, da sua parceria com a empresa alemã Heidelberg Cement e das perspetivas bem como do futuro da empresa Cardoz Cimento de Bissau.

Senhor Cardoz, acaba de assinar um acordo de investimento com o governo, para o estabelecimento de uma fábrica de cimento na Guiné-Bissau. Como nasceu esse projeto?

Maxime Cardoz -Na verdade, é por puro acaso porque tinha outra ideia, fazer um outro investimento na Guiné.  Mas, quando soube que o saco de cimento custava na altura 7.000 (sete mil) francos CFA, foi um espanto; de imediato veio-me a ideia  de criar uma unidade fabril de cimento na Guiné. Sem perda de tempo, encomendei um estudo de viabilidade para ver  a rentabilidade desse empreendimento - uma fábrica de cimento. Assim, hoje posso dizer que o meu sonho tornou-se realidade.

Quando é que vão iniciar as obras de construção?

Maxime Cardoz -Se não surgirem imprevistos, vamos começar a construção da fábrica este mês de Janeiro.

Segundo os vossos planos, quando é que o primeiro saco de cimento vai ser colocado no mercado?

Maxime Cardoz - Para construir uma fábrica de cimento, é preciso pelo menos um ano e meio ou dois.  Temos que preparar todas as unidades na Alemanha e, em seguida, proceder a sua montagem na Guiné.

Mas vamos começar a vender o cimento “CARDOZ CIMENTOS DE BISSAU”, em poucos meses.  Com efeito,  como foi acordado  com  o governo, nós vamos  importar o cimento de uma  das fábricas de Heidelberg Cement em pequenos sacos de cimento  previstos para a unidade fabril que será instalada na Guiné-Bissau.

De acordo com o plano de negócios de  Cardoz Cimentos  de Bissau, constata-se  que propõe cimento  de qualidade CEM II. É certo? Será que isso implica que o seu preço vai ser mais elevado que o cimento que se vende no mercado nacional?

Maxime Cardoz - Isso é verdade. Será cimento de qualidade mas não vai custar mais caro. Nós tomamos a decisão de produzir na Guiné-Bissau, para o consumidor, só e só  cimento da qualidade CEM II 42,5;  e para as obras de grande envergadura e as obras marítimas,  o CEM III.

É bom esclarecer que em termos de produção o cimento da qualidade CEM II 42,5 nos custará mais caro em comparação com a produção de cimento CEM I 32,5 tipo português que se vende atualmente no país. Todavia, o cimento que vamos propor é de qualidade superior, e não tem nada a ver com o cimento vendido atualmente na Guiné-Bissau.

Nós vamos propor aos nossos clientes cimento de grande qualidade, cimento alemão a um preço que não vai ultrapassar os 4.000 (quatro mil) francos CFA  por cada saco em Bissau.

A fábrica a instalar vai ter a capacidade de produzir 500.000 (quinhentos mil) toneladas por ano. Nos vossos planos de negócio, preveem vender cimento além-fronteiras da Guiné-Bissau?

Maxime Cardoz - Sim, se não o investimento não será rentável, pois o consumo normal de cimento na República da Guiné-Bissau gira em torno de um máximo de 200 000 (duzentos mil) toneladas por ano. Por conseguinte, pretendemos vender a nossa produção no sul do Senegal e da Guiné–Conacri, na expetativa de abastecer as obras de grande envergadura que já foram anunciadas aqui na Guiné-Bissau.

Esteve com  os patrões da Heidelberg Cement, que é considerada a terceira maior empresa de produção de cimento do mundo. São seus parceiros ou o vosso relacionamento é noutro âmbito?

Maxime Cardoz - É com eles que eu pretendo implementar este projeto. Realmente estivemos a espera da assinatura deste acordo para finalizar a nossa parceria e iniciar a construção da unidade fabril ainda em janeiro.

Heidelberg Cement é uma grande empresa. Será que o Cardoz perspetiva no futuro ter uma fábrica integral? 

Maxime Cardoz - Para nós, o problema reside na obtenção do calcário, a matéria-prima.  Ouve-se dizer que há calcário aqui e acolá, mas não há nada de concreto.  Todavia, se nós encontrarmos calcário no solo guineense, por certo, vamos passar a fase de uma fábrica integral. Nesse caso não se falará de um investimento de 90 milhões dólares, mas sim num investimento de mais de 200 milhões de dólares.  Por enquanto, o projeto vai concentrar-se na instalação de um forno de clínquer para moagem.

Quantos empregos diretos e indiretos que prevê criar, digamos, em dez anos?

Maxime Cardoz - Perspetivamos criar milhares de postos de trabalho.   Exceto eu e um ou dois expatriados,  temos realmente que contratar a mão-de-obra local só recorreremos a pessoal de fora se não encontrarmos bons especialistas. Para empregos indiretos, por exemplo, qualquer um pode solicitar um armazém de revenda de cimento. Por isso  encorajo todos os comerciantes, os jovens empresários a abrirem postos de venda de cimento por todo o país. Todos quantos estiverem interessados podem  endereçar os seus pedidos por via da mensagem eletrónica   para: mcardoz65@gmail.com

Há alguma mensagem que pretende veicular?

Maxime Cardoz - A minha última palavra é de agradecimento a todos quantos me ajudaram a concretizar este projeto, o Presidente da República, o Primeiro-ministro, os ministros da Economia e das Finanças… Mas também a todos os departamentos técnicos dos Ministérios que trabalharam neste dossiê. O meu agradecimento é extensivo ao presidente da Câmara Municipal de Bissau,  em particular,  Arthur Sanhá, e sua equipa, pelo seu empenho que foi decisivo para a obtenção do terreno onde será instalada a minha  unidade fabril.

 

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