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LUANDA REFUTA ACUSAÇÕES DE INGERÊNCIA NOS ASSUNTOS INTERNOS DE BISSAU - 02-01-2012

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Article posté le 02-01-2012

Desde Segunda-Feira, a Guiné-Bissau tenta perceber o que aconteceu na madrugada do dia 26 de Dezembro mas, várias incertezas subsistem: Quem terá sido o cérebro do que foi apelidado de "tentativa de subversão da ordem constitucional" e com que objectivos? Este movimento ter-se-á cingido à esfera militar ou terá ramificações políticas? E que papel é desempenhado designadamente por Angola nesta crise?

Efectivamente, Luanda foi acusada de ingerência nos assuntos internos da Guiné-Bissau pelos partidos da oposição por ter protegido o Primeiro-Ministro Carlos Gomes Júnior aquando dos acontecimentos da passada Segunda-Feira.

O ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti desmente essas acusações.

em entrevista concedida ontem (quinta-feira) a RFI:

Nós respeitamos todos os partidos da oposição na Guiné-Bissau e trabalhamos em coordenação com a comunidade internacional, nomeadamente, a CEDEAO e outros parceiros para que se resolvam todos os problemas pendentes para a pacificação da Guiné-Bissau. Isso vai desde o que está definido com a comunidade internacional, não só a reforma das forças do sector da defesa e segurança mas também das instituições republicanas na Guiné-Bissau para que elas funcionem no interesse do povo guineense.

Nós gostaríamos que o povo guineense interpretasse a presença de Angola nesta base. E quando ela não for necessária, naturalmente, Angola sairá. Mas claro que tem que haver alguma paz.

Tem havido muita especulação sobre a forma como Angola tem apoiado a Guiné-Bissau no processo da reforma das forças armadas guineenses. Confirma ou não, que Angola tenha oferecido António Indjai condições privilegiadas para se afastar do seu cargo?

Isso não faz parte da nossa missão. Nós não estamos lá para favorecer ninguém em termos institucionais. Estamos lá na base de um programa, que está muito bem definido. Portanto, não estamos a lidar com individualidades e contra ninguém. E as especulações não podem ser a base do julgamento dos factos na República da Guiné-Bissau.

Nós não estamos nem a favor nem contra, há um programa que deverá ocorrer e este programa é que vai determinar quem ficará e quem não ficará, e nós vamos continuar a trabalhar apenas nesta base.

Estes acontecimentos alteram o plano estipulado entre a Guiné-Bissau e Angola, relativamente ao processo de reforma das forças armadas?

O plano, é um plano aprovado pela comunidade internacional. Portanto só o conjunto dos países envolvidos, entre a CPLP e a CEDEAO, é que vai poder de facto alterar. Acho que de princípio não deveria alterar; o seu programa de reforma mantém-se válido. Portanto, o que há, é que, o incidente político que aconteceu ou está a acontecer na Guiné-Bissau, não tem necessariamente a ver com o programa da reforma em si mas tem a ver com as mudanças que devem ocorrer na Guiné-Bissau para que haja uma estabilidade de longa duração.

Na Guiné-Bissau há um conflito longo que opõe muitas vezes políticos e militares. Mas é preciso que esteja claro que nós não somos parte disso, nós somos parte da solução, com outros países da comunidade internacional em geral. E esses esforços tendem agora a dar passos significativos porque a CEDEAO contribuiu agora com uma parte do dinheiro necessário para este processo, nós vamos cumprir com a construção das unidades dos quartéis que assumimos resolver, e, nós nunca seremos parte daquilo que é o problema político interno na Guiné-Bissau. Nós somos um país que respeita a soberania dos outros. Não estamos lá para mais do que aquilo que está definido nos acordos. 

Enquanto ministro das Relações Exteriores de Angola, como vê a situação da Guiné-Bissau? O que é que isso lhe inspira?

É lamentável, as mortes, e, condenáveis. Nós condenamos todo o tipo de uso da força e para assassinar quem quer que seja por fins políticos. Por isso é que o processo na Guin-B,issau tem que culminar com um processo que leve a resolução de todos esses problemas pendentes e o que não é aceitável são esses assassinatos. E, logo urge a necessidade de se resolver o problema político na Guiné-Bissau.

Eu acho que é importante que todos os aspectos da violência política possam encontrar um ambiente próprio no futuro ou através das instituições que eles virão a criar. Mas se eles tiverem a impaciência de recorrer sempre ao uso da força naturalmente que isso dificultará e pode acentuar o derramamento de sangue.

Mas, também, acho que agora é importante que toda a comunidade internacional envolvida neste processo entre com mais força para que consigamos finalmente estancar estes incidentes recorrentes que afectam a nossa consciência.

 

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