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Cultura
“BADJUNKU FERU” PARTIU! - 14-06-2011

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Article posté le 14-06-2011

“Que a terra tome o que lhe pertence, eu, homem, não tenho fim”. Khalil Gibran 

Alguém disse, que a vida é uma ilha de solidão, encravada nas rochas da esperança, coberta da sombra da árvore do sonho.

No dia 30 de Maio, sentado na varanda, conversando com o carismático Nelson Mandela (leia-se o ultimo Livro de Mandela), em companhia dos ícones do Blues, Barry White, B.B King, Buddy Guy, Otis Redding, O Mestre Zé Manel, em companhia de todos estes grandes homens da cultura mundial, acompanhava o cair do sol rico, que pela sua beleza me produzia várias emoções.

Ao chegar da noite, o meu telefone toca, era uma mensagem, constrangedora e triste ao mesmo tempo, pois era o anúncio de que “Badjunku Feru” nos deixara . O recado pela sua natureza, produziu em mim um sentimento de recusa da morte de um homem, um dos ícones da música moderna guineense, o camarada, amigo e irmão, Nene Tuty de Carvalho.

Nene Tuty, deixou o mundo de falsidade, egoístas e ingratos... Mas na sua passagem por este mundo, legou-nos um património cultural e musical inigualável, marcado pelo seu estilo singular de cantar o nosso belíssimo Gumbé.

Artista repleto de talento, não precisava e nunca precisou de bajular para atingir o apogeu no mundo da música. Cantou e encantou, com o nosso Gumbé, os quatro cantos do mundo. Os que tiveram a oportunidade, ou, melhor, o privilégio, de partilhar de perto a companhia do célebre cantor consideram-no “amigo com quem podemos contar”, que sabia partilhar a alegria e a arte de viver em harmonia com os que o rodeavam.

“O Bajunku partiu, não morreu!” Esta frase, que pode parecer, simplista, sem importância, expressa uma das mais dignas maneiras de render homenagem ao Homem da cultura que foi Tuty. A forma como as pessoas se mobilizaram à volta dele desde início da sua doença, faz sentir orgulho de ser Guineense. Camaradas, irmãos, amigos e filhos da Pátria de Cabral souberam demonstrar quanto é importante a solidariedade e porque se deve valorizar a Solidariedade. Todo mundo soube responder SIM ao pedido de ajuda lançado pela Associação dos Guineense radicados nos Estados Unidos para angariar fundos para o tratamento médico do nosso irmão Nené Tuty.

Para a agremiação dos filhos da Guiné-Bissau nos Estados Unidos, neste momento de dor e de luto, as palavras não têm grande importância, os gestos falam mais. Pensava poder passar um tempinho a folhear as paginas das redes sociais na internet à procura de mensagens de homenagem à “Badjunku”, mas para minha surpresa passei quase o dia inteiro a ler e maravilhar-me com as belas frases de homenagem vindas dos quatros cantos do mundo. Em cada uma delas, o Guineense abre o seu coração para mostrar quanto se sente triste com a “partida” de “Badjunku”.

Vivemos hoje em dia num mundo sem fronteiras, porque a evolução tecnológica nos impede de nos isolarmos do mundo, mantêm-nos ligados 24/24 horas e trocar mensagens e informações de toda a natureza. “Badjunku Feru” esteve em todas as redes sociais, Facebook, twiter, Hi5, e foi objecto dos mais rasgados elogios e homenagens.

Na história cultural do nosso povo, poucos homens da cultura foram tão homenageados como “Badjunku Feru”. Até os nossos dirigentes de Bissau saíram da letargia e decidiram render-lhe a devida homenagem em Bissau. O gesto de desembolsar mais de 11 mil dólares para que os seus restos mortais sejam transportados dos EUA para Bissau, merece elogio.

Neste momento de dor e de consternação, dos filhos da Pátria de Cabral, tenho a dizer a todos os que de uma maneira ou outra souberam valorizar o homem da cultura que foi Nené Tuty, que estou orgulhoso de vocês e faço votos para que a sua alma descanse em paz.

Honra e Glória a Nene Tuty, o lendário vocalista, o cantor que marcou a sua época e os palcos da Guiné e do mundo, com dignidade.

Adulai Indjai 

 

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