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EM 2010 JORNALISTAS FORAM MORTOS EM 25 PAÍSES - NENHUMA REGIÃO DO MUNDO FOI POUPADA - 08-01-2011

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Article posté le 08-01-2011

Desde que Repórteres Sem Fronteiras estabeleceu seu relatório anual é a primeira vez que tantos países são afetados. 7 destes 25 países estão na África (Angola, Camarões, Nigéria, Uganda, República Democrática do Congo, Ruanda e na Somália). No entanto, a pior região do mundo continua a ser, por larga margem, a Ásia, com 20 casos, devido ao pesado balanço do Paquistão (11 jornalistas mortos em 2010).

De um total de 67 países em que tem havido assassinatos de jornalistas nos últimos dez anos, um número reduzido (Afeganistão, Colômbia, Iraque, México, Paquistão, Filipinas, Rússia, Somália) não conhece qualquer melhoria. A cultura da violência contra a imprensa criou raízes. Os três países mais violentos para os jornalistas na última década foram: Paquistão, Iraque e México.

No Paquistão, onde, por anos consecutivos, a situação foi semelhante, jornalistas, tomados como alvos por grupos islâmicos ou vítimas colaterais de atentados suicidas, pagaram o mais alto tributo este ano, houve 11 mortos.

No Iraque, a violência prossegue. Em 2010, registou-se um total de sete jornalistas mortos, em comparação a quatro em 2009. A maioria deles foi morta após a retirada das tropas dos EUA no final de agosto de 2010. Os Jornalistas foram apanhados entre as várias facções que rejeitam a independência (autoridades locais, grupos de corruptos, movimentos religiosos, etc.) No México, a extrema violência dos traficantes de drogas paira sobre toda a população e, consequentemente, sobre os jornalistas que estão particularmente expostos a ela. Esta situação tem um forte impacto na forma como a informação é tratada, pois os repórteres limitam ao máximo a cobertura de casos criminais para correrem o menor risco possível.

Na América Central, Honduras tem três casos de jornalistas assassinados relacionados com o exercício da profissão. A violência política desde o golpe de 28 de junho de 2009 junta-se ao crime de violência "tradicional" do crime organizado, um fenômeno de destaque nesta região do mundo.

Na Tailândia, onde os jornalistas podem desfrutar de um relativa independência apesar das acusações recorrentes relativas à liberdade de imprensa, o ano de 2010 foi muito duro. Dois jornalistas estrangeiros Fabio Polenghi (Itália) e Hiroyuki Muramoto (Japão), foram mortos durante confrontos entre os "camisas vermelhas", apoiantes do antigo primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, e forças da ordem, em Banguecoque, em Abril e Maio 2010, provavelmente por balas dos militares.

ASSASSINATOS DE JORNALISTAS NO ESPAÇO EUROPEU

Dois assassinatos de jornalistas tiveram lugar na Europa, Grécia e Letónia, e ainda não foram elucidados. A instabilidade social e política continuou a ter repercussões no trabalho da imprensa na Grécia, onde Socratis Guiolias, diretor da rádio 98,9 Thema, foi morto com uma arma automática às portas da sua casa, a sudeste de Atenas, em 19 de Julho de 2010. A polícia suspeita de um grupo extremista da esquerda que surgiu em 2009 sob o nome de Seht Epanastaton (Seita dos Revolucionários).

Na Letónia, país que goza de um ambiente mais calmo para a imprensa, Grigorijs Ņemcovs, diretor e editor do jornal regional Million, dono de um canal de televisão local com o mesmo nome, foi morto com dois tiros na cabeça quando se dirigia a uma reunião em 16 de abril de 2010.

 

 

 

2009

2010

Evolução

Jornalistas mortos

76

57

-25%

Jornalistas detidos

573

535

-7%

Jornalistas agredidos ou ameaçados

1456

1374

-6%

Mídias censuradas

570

504

-12%

Jornalistas sequestrados

33

51

+55%

Bloqueiros e net-cidadãos detidos

151

152

+0,6%

Bloguerios agredidos

61

52

-14%

Países afetados pela censura

60

62

+3%

 

 

Nem Internet é refúgio

Repórteres Sem Fronteiras continua a investigar a morte do ciber-cidadão Khaled Mohammed Said, no Egipto, em junho de 2010. O jovem foi brutalizado por dois polícias à paisana, após ser interpelado num cibercafé, e depois espancado até a morte na rua. Circularam informações segundo as quais a sua morte estaria relacionada a divulgação de um vídeo na internet que incriminava a polícia num caso de drogas. Os relatórios da autópsia indicam que morreu de uma overdose de drogas, mas as fotos do seu corpo desmentem essa hipótese.

O número de prisões e ataques cibernéticos permaneceu relativamente estável em 2010. A pressão sobre os blogueiros e censura na rede são banalizadas. A filtração não é mais um tabu.

A censura assume novas formas: a publicidade online de forma mais agressiva, o recurso cada vez mais a ataques cibernéticos como meio de silenciar os Internautas mais incómodos.

Outro ponto notável: a censura poderia não ser somente facto de regimes repressivos, um vez que democracias se empenham em projetos de lei preocupantes para a liberdade de expressão online.

Última oportunidade: o exílio

Perante a violência e a opressão, muitos profissionais são obrigados a fugir do seu país (127 jornalistas procedentes de 23 países em 2010). A emigração de jornalistas continua no Irão, de onde, pelo segundo ano consecutivo, o maior número de jornalistas que fogem (30 casos registados este ano por Repórteres Sem Fronteiras). No Corno de África continua o esvaziamento de jornalistas (este ano quase metade dos profissionais de mídia deixou Eritreia e Somália).

O exílio de 18 jornalistas cubanos presos em 2003, exilados para a Espanha logo após sairem da prisão, é uma circunstância que marca o ano de 2010.

 

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