ANP CHUMBA AGENDAMENTO DO PROGRAMA DE GOVERO: GENERAL EMBALÓ A UM PASSO DA DEMISSÃO   |   O "PRESIDENCIALISMO" DE JOSÉ MÁRIO VAZ   |   Quem Ganha e Quem Perde Nesta Crise de Surdos?   |   2017 ano da reforma na administração pública e de trabalho   |   «Considero-me um cidadão político... cujo primeiro compromisso é com o país, a Guiné-Bissau» - Garante o escritor Fernando Casimiro “Didinho”   |   Rss Gazeta de Notìcias
Document sans titre
Mundo
UNIÃO AFRICANA ENCORAJA COMISSÃO DE VERDADE E RECONCILIAÇÃO - 20-10-2010

Share |

Article posté le 20-10-2010

A criação de uma comissão de verdade e reconciliação na Guine-Bissau é uma das medidas a considerar no quadro da busca de soluções para estabilizar o país, indicou hoje (segunda-feira) o representante especial da União Africana (UA), Sebastião Isata, numa entrevista à PANA.
 
De acordo com o emissário da UA, a ideia já foi abordada com os diferentes actores locais e internacionais empenhados nos esforços de reconciliação nacional, cabendo agora às autoridades políticas tomar a decisão final.
 
Sebastião Isata precisou que este foi um dos pontos debatidos nos seus vários encontros mantidos com as autoridades políticas, judiciais e religiosas do país e com os membros do corpo diplomático acreditado em Bissau que, na sua maioria, "acolhem a ideia com muito agrado".
 
Uma tal comissão serviria de complemento moral a outras medidas de carácter legal tendentes a pôr fim à impunidade no país, sublinhou o diplomata angolano que se encontra ao serviço da UA desde meados deste ano.
 
Indicou que a União Africana considera que, a ser criada, uma comissão dessa natureza deverá ser liderada por uma personalidade guineense "de alto e reconhecido pestígio internacional".
 
A este propósito citou o actual bispo de Bissau, D. José Câmenate Na Bissign, como uma das figuras com o perfil ideal para o efeito e que de resto, explicou, também apoia pessoalmente a proposta da criação de tal comissão.
 
Para reforçar mais ainda o espírito e o ambiente de reconciliação nacional, disse, a UA aconselha prudência, no plano legal, sobretudo na gestão de alguns dossiês complexos que envolvem acusações várias contra algumas personalidades políticas e militares do país.
 
Isata defendeu que, em todas essas situações, incluindo o caso das acusações de tráfico de droga que impendem sobre as principais figuras da hierarquia militar do país, "deve prevalecer o princípio da presunção de inocência".
 
Segundo o representante especial da UA, a importância da preservação desse princípio encontra a sua justificação na constatação de que o nível de desenvolvimento de uma democracia " se avalia pela forma como ela administra a justiça criminal".
 
"Não basta acusar, e a própria acusação tem de ter evidência probatória", rematou lamentando, porém, que a "instrumentalização da elite castrense por alguns sectores políticos" está na base dos ciclos de instabilidade que o país vive nas últimas décadas.
 
A este factor, lembrou, se aliam outros como a própria fragilidade das instituições do Estado e a pobreza extrema que afecta a população nacional.
 
Porém, desdramatizou, são situações que podem ser ultrapassadas se houver fé e confiança "em nós mesmos" uma vez que "não há nenhuma vergonha num indivíduo ser considerado pobre".
 
Parafraseando alguns sábios da antiguidade clássica, Sebastião Isata sustentou que o que é vergonhoso é, antes pelo contrário, a incapacidade dos indivíduos para "superar a pobreza através da inteligência".
 

COMENTÁRIOS
Document sans titre
E-mail:
Password:
 

Ainda não tem Área Pessoal?   » Registe-se
Esqueceu a password?   » Clique Aqui

0 Comentários

Pas encore de commentaire ajouté...
Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

 

 

   
ÁREA RESERVADA
 
Document sans titre
E-mail:
Password:
 

Ainda não tem Área Pessoal?   » Registe-se
Esqueceu a password?   » Clique Aqui

   
   
   
EDITORIAL
 
 
   
Document sans titre
   
 
Gazeta de Notìcias, 2009 © Todos os direitos reservados - Design by CHRISTDOWEB