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Cultura
I FESTIVAL CULTURAL DE S. DOMINGOS ”NÔ LABA ROSTU DI NÔ GUINÉ”, - 30-12-2009

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Article posté le 30-12-2009

Determinada a construir sem tréguas a paz, estabilidade, confiança, esperança e a amizade entre os povos a nível nacional e transfronteiriço, AD (Acção para o Desenvolvimento), em colaboração com a administração sectorial e com o apoio dos parceiros sociais de desenvolvimento, promoveu de 18 a 20 de Dezembro de 2009, em São Domingos, o 1º Festival Cultural de São Domingos.

 

O evento celebrado sob o lema ”Nó laba rostu di nô Guiné”, conseguiu durante três dias juntar no mesmo cabaz “gasolina e fogo” sem produzir lume, para mostrar que é possível alcançar paz, unidade, desenvolvimento social; em suma o bem-estar social, pela promoção e valorização da cultura.

 

Este facto dá entender que através da cultura local, se pode, com muito mais facilidade e num curto lapso do tempo, encontrar soluções aos fenómenos sociais, que no campo administrativo, jurídico ou político levariam mais anos ou ficariam pendentes. Foi isso que fez e continuará a fazer a ONG AD no sector de S. Domingos.

 

Mas, para além disso, o festival veio mais uma vez confirmar aos povos de ambos os países (Guiné-Bissau e Senegal) que realmente há paz, segurança e estabilidade na fronteira norte. Portanto a presença de militares nesta zona não deve ser considerada como um factor de ou um pretexto de instabilidade e insegurança.

 

O festival minuciosamente preparado com os apoios da administração local, e também da UICN, reuniu as populações assim como os diferentes grupos artísticos, culturais, teatrais, folclóricos, de Aramé, Elia, Suzana, Varela, Cacheu, Ingoré, S. Domingos e Ziguinchor.

 

Assim, desde as primeiras horas da tarde do dia 17 de Dezembro, começaram a chegar em S. Domingos de carros alugados para efeito, os populares acompanhados dos seus respectivos grupos artísticos embelezados pelos seus vestuários multicolores e instrumentos musicais.

 

Conforme foi planeado, os grupos convidados que chegavam, iam se apresentando junto a comissão organizadora localizada nas instalações da Rádio Cassumai donde são conduzidos, depois de cumpridas as formalidades protocolares, aos diferentes locais previamente requisitados para alojar os participantes e hóspedes.

 

Em termos dos mantimentos, foram garantidos géneros alimentícios, ingredientes, recipientes, água potável, entre outros, que já estavam aprontados. A Rádio Cassumai que há algumas semanas para cá fazia a publicidade sobre a realização do 1º Festival Cultural de S. Domingos, intensificou as suas actividades publicitárias enriquecidas pelos programas de músicas das comunidades da região de Cacheu e do folclore de Ziguinchor.

 

Na sexta-feira, dia 20 de Dezembro, a vila foi acordada por sons de tambores e de flautas de djolas, balafom, tina do grupo “Pataca” de Cacheu, gritos e sons estridentes dos cornos usados pelos jovens “nghaiyés.” O tempo que nos últimos momentos estava muito nebuloso deixando um clima extremamente frio, mudou tornando-se um pouco quente. A natureza que parecia também sensível ao ambiente festivo e ao calor humano libertou um sol brilhante cujos raios matinais banhavam toda a vila e a praça onde logo nas primeiras horas começaram a concentrar-se os grupos artísticos, os convidados e as populações vindas dos diferentes bairros e aldeias. Cumprindo o programa os grupos que chegava iam-se concentrando, de forma ordeira, na zona do cais de S. Domingos. Foi a partir daí que iniciou o desfile passando pela sede sectorial, em frente da residência do administrador cuja varanda servia de tribuna oficial, para terminar no cruzamento das estradas Suzana/S.Domingos/Ziguinchor.

 

O desfile dos grupos artísticos culminou com alocuções da cerimónia de abertura na presença do governador da região de Cacheu, do administrador do sector, dos representantes da AD, entre outras individualidades.

É de salientar que o ministro da Educação Nacional, Cultura e Desportos que foi convidado não se fez representar no acto.

 

Assim, depois da cerimónia solene de abertura, as actividades se prolongaram com animações musicais na rotunda da praça com cantores da nova geração, seguido pela visita à feira artesanal no CENFOR.

No período da tarde, uma maré humana ininterrupta se dirigiu ao Estádio de Amizade de S. Domingos cujas bancadas assim como os espaços próximos se encheram de pessoas vindas de diversos cantos da região nortenha.

 

Os movimentos incessantes de vai-vem ao longo da artéria entre a praça e o estádio, tornavam o tráfico rodoviário muito difícil. As viaturas que faziam ligação S. Domingos-Ziguinchor e vice-versa eram obrigadas a levar mais tempo do que era necessário para atravessar a vila. Tudo isso indicava que as actividades do festival cultural que durante três dias consecutivos estavam concentradas naquelas instalações desportivas construídas graças aos apoios dos parceiros sociais de desenvolvimento do sector. Para além de conseguir juntar o público, o 1º Festival Cultural criou igualmente oportunidades de negócios para os habitantes da área. Foi Precisamente por esta razão que as autoridades administrativas permitiram aos populares improvisar barracas temporárias de venda no lado oriental do recinto do estádio.

 

Os espectáculos foram marcados por danças tradicionais de Baiote, Elia, de Aramé, Suzana; danças tradicionais Banhu, Balanta Nghayé e Kussundé, Tina de “Estrelinha de Cacheu”, danças djola de Suzana, Balafon de Ingoré e dança folclórica de Ziguinchor. Também estiveram presentes na apresentação os grupos folclóricos de Zebar, grupo tradicional “Orquestra” de São Domingo, grupo Cento, “Os Fidalgos” de Bissau, Grupo Amizade de São Domingo e entre outros. No âmbito teatral, acturam os grupos teatrais “ Grupo  140” de Ingore, Tea de Bissau.

 

No campo artístico, acturam entre outros artistas e cantores, os Netos de Marcunda de São Domingo, Black Stay, Bubacar Djamaca, Mavango, Du das Mágoas, Super Mama Djombo e Tchon Tchon Sigaéta.

Foi geralmente apresentado o desfile de trajes tradicionais. Mas entre as diversas apresentações feitas pelos diferentes grupos que actuaram no festival as danças tradicionais felupes de Aramé, Elia e Jujema são as que mais animaram o público que não conseguiu conter-se e gritou “vocês  são os melhores!”

Abna Masse, um espectador, garantiu que a dança “ekonkome kabutaco”  de “mutchagbamo”  da orquestra Amade de Aramé é que “incendiou” os espectadores tendo alguns, por força do entusiasmo, ido juntar-se aos grupos dos dançarinos movimentando-se animadamente.

 

O entusiasmo aumentou quando o grupo de Balafom de Ingore, e outros artistas acturam no palco. O ambiente era de festa e era difícil distinguir as cores étnicas misturados em uma só “guinendadi”.

A segurança e a manutenção da ordem pública foram garantidas pelos polícias e alguns militares destacados para o efeito.

Os serviços sociais foram assegurados pelo grupo de voluntários da Cruz Vermelha que abasteceram de água potável o público presente durante os três dias do festival.

Nota importante: durante o festival não se registaram incidentes graves nem agressões físicas e verbais como se observa muitas vezes em Bissau. Este comportamento popular confirma que de facto São Domingo é a terra de paz e de boa gente.

 

O ambiente de festa que o sector viveu ao longo dos três dias chegou ao fim com os discursos do Administrador de São Domingo, Rui Cardoso, e do presidente da Comissão Organizadora Abna e do representante da AD Eugênio Mango.

 

Num discurso pedagógico, o administrador de São Domingo começou por agradecer a Comissão Organizadora pelos esforços feitos no sentido de concretizar a iniciativa da AD - realização do Primeiro festival Cultural de São Domingos. Isso porque, de facto, a ONG AD, fez um acto que merece uma especial atenção e respeito mas também que deu a juventude a oportunidade que permitiu às autoridades locais poder avaliar as suas capacidades.

 

Cardoso disse que hoje chegaram a conclusão de que, na verdade, em S. Domingos toda a gente trabalha, mas também, as populações das últimas Tabancas do sector estão preocupadas com o desenvolvimento local. “Vivemos com toda a atenção as preocupações das populações expressas ontem através das canções. Para nós, isso é uma grande mensagem que faz entender que o desenvolvimento não se faz com as armas, mas passa essencialmente pela união dos povos.”

 

Adiantou que o desenvolvimento “só consegue andar com alegria. E com guerra, turbulência, não se pode fazer o desenvolvimento porque não há esforço para isso. Esta realidade nos mostra mais uma vez que é melhor juntar toda a gente sem exclusão  para assim se poder fazer da Guine uma terra de paz, estabilidade, progresso e desenvolvimento”.

 

Segundo o administrador, o Lema  do festival foi “um lema bem pensado, porque São Domingos é uma porta de entrada para aqueles que vêm do Senegal, que entram no país foi esta porta, e encontra que São Domingo está bem organizado, vivendo um clima laboral e social favorável, activo, deria que afinal a Guiné-Bissau está de parabéns.

 

Nesta ocasião, Rui Cardoso agradeceu o Carlos Schwarz (Pepito), por ter a iniciativa de organizar o evento cultural que permitiu perceber que é possível unir a população, que é possível  através da cultura hoje pessoas compreenderem que é necessário juntarmos os esforços para desenvolver a terra que pertence a nos todos. “Porque não há outra fórmula para desenvolver o país se não com trabalho sério, e, para que isso acontece é preciso que haja paz”.

 

O administrador que solicitou a ONG AD para continuar com a iniciativa e afirmou ter apreciado com interesse a canção entoada pelo grupo Pataca de Cacheu, na qual se apela a ppor de lado o ódio, as armas para pensarmos na cultura e desporto. “Esta é precisamente a nossa filosofia e a nossa aposta”.  

 

O representante da ONG Acção para o Desenvolvimento (AD), para o norte Eugênio Mango, sublinhou por seu turno a importância de que se reveste o festival cultural que veio completar as actividades sociais planeadas pela AD. Considerou “positivo” o balanço do evento, isso porque conseguiu-se realizar o programa conforme foi agendado.

 

Falando dos esforços dispendidos Eugénio Mango disse que a AD tem recebido apoios de UICN, PRSCN, ICO  e da administração local. Apelou a juventude do Sector de São Domingo para não ficar de braços cruzados esperando que alguém lhe diga, “faz isto!” para depois começar a agir.

 

Ussumane Conaté

 

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