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Sonho Guineense
QUEM VAI FAZER GUERRA NA GUINÉ? - 14-09-2016

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Article posté le 14-09-2016

QUEM VAI FAZER GUERRA NA GUINÉ?

A crise em que o país está mergulhado há mais de um ano, pelos vistos, está a criar imagens virtuais que provocam ilusões ópticas em muita gente. Surgem profetas de mau agouro pressagiando devir próximo de um holocausto no país numa altura em que, acima de tudo, precisa-se de entendimento, paz e estabilidade. Não falam de mortos mas os subentendidos terríficos dos discursos que pronunciam dizem tudo, porquanto ilustram a instabilidade política e económica em que o país está mergulhado.

Já não é segredo, que no âmago da crise que abala a Guiné-Bissau estão em jogo interesses vários, sobretudo, pessoais, disfarçados em conteúdos políticos que, supostamente, são lançados em defesa do povo. Todavia, na realidade, não beneficiam o povo em nada. 
Sem adiantar muito, e, mudando de direção, um acontecimento actual chama atenção: Discursos políticos que pressagiam guerra, mais uma, no país. São vaticínios que apontam alegadas desinteligências na esfera política que vão despoletar uma guerra com todas as consequências inerentes. Só que, os profetas que tiveram a visão divulgada não esclarecem estas incógnitas: Quem vai pegar em armas? Quem será a “carne de canhão” a sacrificar nesse panorama? Que benefícios vai ter o povo da suposta guerra? Mais e melhores escolas? Mais e melhores hospitais? Melhores estradas? Luz e água potável para todos? Repita-se: A guerra vai resolver os problemas de quem? Que tipos de problemas? Dos empresários? Políticos? Povo?
Parece que há quem deseja que a história se repita ao estilo e moldes de 7 de Junho. Por isso, estão a caracterizar o ambiente, a preparar o espírito colectivo, o povo em geral, para uma guerra violenta que pode abalar o país «i kana tarda». Será que a conjuntura é favorável a esse desiderato? Mas, afinal das contas, para que servem os políticos, os profissionais da política? De que vale estarem lá «com todos os direitos e regalias - em nome do povo», se são manifestamente incapazes de articular argumentos para se fazerem entender civilizadamente? Ou, será que estão a prestar serviços escusos a entidades escondidas com o rabo de fora?
De 2014 a esta parte, os militares têm-se mantido fora da arena política contrariando a sua propensão dos anos idos de comandar directa e indirectamente os destinos do país, atitude que ia frontalmente contra as disposições constitucionais que dizem que «As FARP são apartidárias e os seus elementos, no activo, não podem exercer qualquer actividade política».  Que diz militares diz forças da segurança que Constituição da República refere nestes termos: «As forças de segurança têm por função defender a legalidade democrática e garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos e são apartidárias, não podendo os seus elementos, no activo, exercer qualquer actividade política.»
Com bastante regozijo os cidadãos notam que não obstante as mil e uma tentativas ensaiadas aqui e ali, a classe castrense mantém-se fora e, assumidamente, separada e ausente das lides políticas nacionais. Até aqui, sublinhe-se, o chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, General Biagué Na N’tam, conseguiu manter-se fiel ao compromisso expresso a 17 de Setembro de 2014 na cerimónia do seu empossamento nas novas funções: respeitar a Constituição da República e demais leis, organizar as Forças Armadas e criar as condições para a formação dos jovens.
O que se questiona é: Em caso de guerra quem vai disparar contra quem? Porquê? 
As interrogações são muitas, todas carecendo de respostas elucidativas para serem entendidas. Na guerra de 7 de Junho, o conflito gerou duas trincheiras nitidamente separadas chamadas de “Governamental” (forças do Governo) e “Junta Militar” (rebelião). Hoje a verificar-se a premonição da desgraça, como serão definidas as trincheiras?
Para muita gente , uma das VANTAGENS DA GUERRA DE 7 DE JUNHO foi o PAGAMENTO DE QUE BENEFICIARAM PELO "PREJUÍZO DE GUERRA SOFRIDO”. Foram bilhões de francos CFA pagos tanto aos que perderam bens materiais avaliados em avultadas somas, como aos indivíduos que, longe do teatro da guerra, não perderam absolutamente nada mas, beneficiando de algum “djitu” conseguiram receber uma boa maquia. Sorte grande lhes saiu.
Contudo as evidências e a forma como a comunidade internacional tem tratado a questão da Guiné-Bissau são reveladoras de que a “paciência está no limite”, para não dizer que chegou ao ponto de “tolerância zero”.

Humberto Monteiro

 

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