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O impasse político persiste sob risco de isolar o país internacionalmente - 26-08-2016

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Article posté le 26-08-2016

O Presidente da República, José Mário Vaz, usou sua viagem particular a Portugal para convidar o seu homólogo português para uma visita oficial a Bissau. A visita, cuja data não foi anunciada, dará uma importância particular nas relações entre os dois países lusófonos.

Na verdade, há muito tempo que um chefe de estado português não efectua visita no quadro das relações bilaterais no país "irmão" localizado apenas a quatro horas de voo de Lisboa, um país com o qual Lisboa manteve muitas vezes relações ambíguas desde a sua independência em 1974.

Segundo alguns relatos, consta que quando se encontraram, o chefe do Estado Português terá transmitido ao Presidente Vaz uma mensagem enviada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Este questiona a credibilidade do novo primeiro-ministro Baciro Dja, uma personalidade que suscita alguma desconfiança de vários países europeus e os Estados Unidos.
O primeiro-ministro Baciro Dja, foi nomeado pelo Presidente da República em Maio último, uma nomeação que surpreendeu muita gente. Alguns observadores questionam se a estratégia do Presidente Vaz não foi nomear um homem que dificilmente pode reunir a classe política para que ele mesmo continue a ser a peça central do jogo político.

O impasse político que já dura um ano - quatro primeiros-ministros em 12 meses - provoca alguma irritação no seio da comunidade internacional. No início de Maio, o Secretário-Geral da ONU nomeou o maliano Modibo Touré, Representante Especial para a Guiné-Bissau. Após a sua chegada, em Bissau, o novo representante da ONU fez todos os esforços para retomar o diálogo entre o chefe de Estado e a direção do principal partido, o PAIGC, mas até agora todas as tentativas falharam e uma certa lassidão se apoderou deste diplomata.

Em 15 de agosto, o Presidente Vaz recebeu o Presidente da CEDEAO, Marcel Alen de Sousa. Este veio para expressar-lhe a preocupação da sua organização perante este impasse político, o bloqueio pela Presidência da Assembleia Nacional Popular que torna impossível a apresentação do programa pelo Governo e qualquer ratificação de acordos internacionais e de cooperação.

Recentemente o primeiro-ministro Baciro Dja fez declarações impróprias para um chefe de governo. Por ocasião da inauguração de um laboratório de línguas para as Forças Armadas, financiado pela União Europeia, o Primeiro-ministro dirigiu-se em tom irritado e em crioulo, ao alto comando militar: "Eu felicito-vos pela maneira que acompanham o processo de estabilização da Guiné-Bissau e vossa não interferência nos assuntos internos do Estado”. Depois ele precisou que o seu país esperava o apoio da comunidade internacional mas que não podia aceitar que esta comunidade dite a formação de um governo de unidade nacional e decida o melhor responsável político para dirigir o país. Ele terminou com a seguinte frase: "Senhor Chefe de Estado-Maior das Forças armadas, devemos permanecer vigilantes."

Esta surpreendente intervenção do chefe do Governo ocorreu perante vários generais proibidos de se deslocarem a Europa e aos EUA pelo seu envolvimento nalgum tráfico. Esta mensagem dirigida claramente aos países ocidentais, arrisca-se a ofender algumas capitais.
No final de Junho, o chefe do dossier de Guiné-Bissau no FMI anunciou a suspensão da ajuda para 2016 dos principais parceiros financeiros, uma ajuda indispensável para o orçamento do país. A composição da nova equipa ministerial e os múltiplos sobressaltos dos últimos meses não convenceram as instituições financeiras internacionais.
Desde o anúncio da suspensão, Baciro Dja multiplica viagens ao exterior em busca de meios financeiros visitando capitais africanas, tais como Dakar, Malabo, Abuja ...

O presidente senegalês, Macky Sall interroga-se sobre a vontade real de José Mário Vaz buscar o caminho da reconciliação com a liderança do PAIGC.

Da sua parte, o Presidente Alpha Condé da Guiné-Conakry muitas vezes faz crítica às autoridades da Guiné-Bissau.
No seio da comunidade lusófona, Lisboa observa e mantém uma certa distância e Luanda não confia muito no atual chefe de Estado desde a visita do Rei de Marrocos em Maio de 2015. Aquando desta visita um feito marcou particularmente os angolanos: durante a estada de Mohammed VI, a bandeira da Guiné-Bissau, que flutua permanentemente sobre a Presidência da República, fora substituída pela bandeira do Reino de Marrocos, feito nunca visto em Bissau desde a independência!
O convite feito pelo Presidente Vaz ao seu homólogo Português para visitar Bissau poderia constituir um primeiro passo para tirar o país do seu isolamento internacional.

 

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