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Economia
CDC-GB inicia atividades apoiando Associações: Mulheres guineenses tiveram participação «positiva» na fidak-2015 - 07-01-2016

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Article posté le 07-01-2016

Mamadú Saliu Lamba prometeu esta quarta-feira (06 do corrente), em Bissau, que a Câmara do Comércio da Guiné-Bissau (CDC-GB), continuará a sustentar a participação das mulheres guineenses nas feiras internacionais que são organizadas tanto na região como na sub-região, para apresentarem e venderem os produtos de produzidos no país.

 

O Presidente da Câmara do Comércio da Guiné-Bissau (CDC-GB) usava da palavra na breve cerimónia de apresentação dos resultados da participação de cerca de 30 mulheres, procedentes de mais de 20 associações, na Feira Internacional de Dakar (FIDAK-2015), realizada de 5 a 20 de Dezembro de 2015.

O empresário justificando a iniciativa da CDC apoiar as mulheres no âmbito da FIDAK 2015, defendeu que, quando se apoia a mulher “significa ajudar a nação” porque, conforme disse as feirantes "são vocês, as mulheres, que asseguram as despesas dos nossos lares… os custos das escolas das nossas crianças, da saúde…”

 

"Foram os nossos parceiros que financiaram a preparação de todos os documentos administrativos, transportes das pessoas e suas cargas, estada bem como o local onde expuseram as suas mercadorias para a venda, sem ter que pagar nada para os despachos", informou o Presidente da Câmara do Comércio da Guiné-Bissau (CDC-GB). A participação da delegação guineense na FIDAK 2015 “só foi possível porque os parceiros da CDC-GB acreditaram no seu projecto”.

 

Lamba realçou que a CDC “não fez nada de novo” a não ser cumprir “mais uma das suas missões de servir bem a sociedade guineense”, quando fazia referência a ajuda prestada às feirantes.

“É hora de começar a promover a realização de feiras internacionais no país, mesmo que na primeira fase seja apenas ao nível sub-regional, para atrair investimentos” disse Mamadú Saliu Lamba.

Umo Camará BAldé, uma das participantes, em nome das feirantes, agradeceu a CDC-GB por “tudo quanto fez” para que fosse possível a deslocação das feirantes a Dakar.

As mulheres presentes na sala onde decorria a conferência de imprensa juntaram a sua voz à da porta-voz Fátima Lopes para elogiar Lamba e a Direção da CDC-GB, solicitando que sejam criadas mais oportunidades para as mulheres participarem em feiras internacionais.

 

Fernando Jorge Gomes, presidente da comissão que dirigiu a delegação da CDC-GB à FIDAK 2015, interveio para confirmar que “a nossa participação foi positiva”.

Apontou que, diferentemente das vezes anteriores, em que a participação foi organizada por outras organizações, desta feita, as participantes não foram alojar-se em casas de conhecidos, amigos ou familiares, em Dakar, e, nem houve quem ficasse nos recintos da feira a dormir em panos estendidos no chão, porque todas foram devidamente alojadas em hotéis pagos pela CDC-GB, além de ter sido atribuído a cada uma, um subsídio de 100 mil francos CFA.

 

O empresário explicou que, foi para evitar situações inusitadas que a CDC-GB levou “um número reduzido de pessoas, 29”, as quais custeou a deslocação, ida e regresso, o transporte das respectivas mercadorias bem como o pagamento dos locais de exposição e vendas.

Fernando Jorge Gomes, empresário que leva muitos anos de participação em feiras internacionais, disse que, apesar da boa qualidade dos produtos nacionais, as feirantes pecaram em termos de acondicionamento, factor que muito contribui na atração de clientes. Como exemplo, citou "o nosso óleo de palma, considerado de melhor qualidade”, que é comercializado, “infelizmente, de forma muito rudimentar” em canecas, enquanto as mulheres vindas de outros países vendem o mesmo produto em recipientes embalados.

No seu ponto de vista, é urgente apostar na transformação de produtos, melhorar a apresentação e incidir mais na melhoria da qualidade da oferta aos compradores.

“Fizemos tudo diferente dos outros participantes, em termos de acondicionamento dos produtos. Mas, mesmo assim houve grande procura dos nossos produtos. Dos 15 dias, fizemos apenas 7 dias. Se tivéssemos chegado mais cedo poderíamos ter feito melhores resultados”, disse o empresário.

Fernando Jorge Gomes elogiou os produtos nacionais, nomeadamente, limão e óleo de palma. No entanto sublinhou que há países da sub-região que já refinam óleo de palma e que “nós podíamos seguir esse exemplo, para valorizar os produtos nacionais”.

“Se não melhorarmos a qualidade das nossas ofertas corremos o risco de ficarmos na situação de “eternos fornecedores de produtos” aos operadores económicos dos outros países.

O empresário adianta algumas ideias, que entende que deviam ser retidas e analisadas, designadamente, reunir as mulheres em torno de objectivos comuns; agrupá-las em pequenos grupos de interesse; buscar financiamentos com o objectivo de criar pequenas indústrias de transformação de produtos e identificar talentos para a gestão, capacitá-las através de formações em áreas específicas ligadas à sua atividade.    

Gomes ainda sublinhou que as feirantes tiveram a oportunidade de ver os espaços de exposição de outros países, e, a forma como se organizaram. Igualmente FIDAK 2015 permitiu-lhes ver outras áreas em que as mulheres podem investir, nomeadamente, a criação de animais, avestruz, galinhas entre outros tipos de aves.

“Em Março deste ano vai ter lugar a feira agrícola, com o objectivo de fazer a promoção e a venda de produtos agrícolas; estabelecer parcerias; divulgação de novas técnicas de cultivo. Muits produtos poderão ser comercializados nesse certame internacional”, Fernando Jorge Gomes sublinhando que “há interesse do país participar. Mas, para isso a participação deve ser estudada, concertada e ser feita com esmero”.

 

 

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