ANP CHUMBA AGENDAMENTO DO PROGRAMA DE GOVERO: GENERAL EMBALÓ A UM PASSO DA DEMISSÃO   |   O "PRESIDENCIALISMO" DE JOSÉ MÁRIO VAZ   |   Quem Ganha e Quem Perde Nesta Crise de Surdos?   |   2017 ano da reforma na administração pública e de trabalho   |   «Considero-me um cidadão político... cujo primeiro compromisso é com o país, a Guiné-Bissau» - Garante o escritor Fernando Casimiro “Didinho”   |   Rss Gazeta de Notìcias
Document sans titre
Mundo
Petróleo de Timor financia os EUA - diz JOSÉ Ramos-Horta - 13-12-2015

Share |

Article posté le 13-12-2015

A mensagem foi deixada esta quinta-feira pelo ex-presidente timorense José Ramos-Horta na cimeira do clima em Paris, onde está a ser negociado um novo tratado para conter o aquecimento global.

“As nossas emissões de CO2 representam zero vírgula zero, zero, zero… podem pôr quantos zeros quiserem. Somos inocentes nessa matéria”, disse Ramos-Horta, numa conferência de imprensa.

O pequeno país, com 15 mil quilómetros quadrados e 1,2 milhões de habitantes, vive o paradoxo das nações produtoras de petróleo na cimeira climática de Paris. Aqui está-se a negociar um tratado internacional que poderá inviabilizar, a médio ou longo prazo, a utilização dos combustíveis fósseis.

Mas Timor-Leste precisa do gás e do petróleo que agora explora para o seu desenvolvimento. “Não concordo que sejam deixados no subsolo. Os países desenvolvidos beneficiaram deles durante cem anos”, afirmou Ramos-Horta, que lidera a pequena delegação timorense na cimeira.

O ex-presidente e prémio Nobel da Paz disse que Timor-Leste não deixará de utilizar as suas reservas petrolíferas. E se o fizesse, o Japão não ficaria satisfeito – porque importa a totalidade da produção timorense –, nem os Estados Unidos, dado que as receitas são investidas em títulos de dívida do tesouro norte-americano. “Estamos a financiar a economia dos Estados Unidos”, gracejou Ramos-Horta.

Cerca de 85% do orçamento do país é alimentado com verbas do Fundo Petrolífero, para onde são canalizadas as receitas da exploração. Mas, para fazer face às despesas, o orçamento está ultrapassar a quota de utilização sustentável do fundo. Ou seja, neste ritmo o dinheiro do petróleo vai acabar.

Timor-Leste faz parte do grupo dos países menos desenvolvidos, que reclamam um limite máximo de 1,5oC de aumento da temperatura da Terra e mais financiamento para a adaptação a um mundo mais quente. 

“Antes sabíamos que no dia 1 de Novembro começavam as chuvas. Era como um relógio suíço. Agora, o clima completamente imprevisível criado pelas alterações climáticas está a afectar Timor-Leste”, referiu Ramos-Horta.

Timor-Leste foi um dos únicos países de todo o mundo que não apresentou à ONU o seu contributo para a luta climática – conhecidos pela sigla INDC (intended nationally determined contribution). “Não é uma questão de vida e de morte entregar os planos nacionais”, justificou Ramos-Horta, dizendo que o país tem tomado medidas internas: “Temos feitos enormes campanhas de repovoamento florestal e distribuímos painéis solares pelas aldeias”.

 

COMENTÁRIOS
Document sans titre
E-mail:
Password:
 

Ainda não tem Área Pessoal?   » Registe-se
Esqueceu a password?   » Clique Aqui

0 Comentários

Pas encore de commentaire ajouté...
Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

Mundo

 

 

   
ÁREA RESERVADA
 
Document sans titre
E-mail:
Password:
 

Ainda não tem Área Pessoal?   » Registe-se
Esqueceu a password?   » Clique Aqui

   
   
   
EDITORIAL
 
 
   
Document sans titre
   
 
Gazeta de Notìcias, 2009 © Todos os direitos reservados - Design by CHRISTDOWEB