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Baciro Djá «nem aqueceu a poltrona»: como vice-presidente do paigc vai voltar ou não à chefia do próximo governo? - 10-09-2015

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Article posté le 10-09-2015

Baciro Djá «nem aqueceu a poltrona»: como vice-presidente do paigc vai voltar ou não à chefia do próximo governo?

Baciro Djá foi primeiro-ministro de 13 de Agosto a 09 de Setembro de 2015. Substituiu Domingos Simões Pereira, cujo Governo foi demitido um dia antes, a 12 de Agosto, pelo Presidente da República alegadamente no uso das prerrogativas que a Lei Magna do país lhe confere situação seguida por fortes contestações de uma larga franja do PAIGC, algumas formações políticas, algumas organizações da sociedade civil e pessoas singulares que se julgaram no dever de exprimir dessa forma a sua solidariedade com o chefe do maior partido.

Teoricamente a sua nomeação devia servir para apaziguar os ânimos e acabar com a crise política. Mas não foi o caso. O PAIGC, igual a si próprio, foi até às primeiras consequências. Quais serão as últimas?

Domingos Simões Pereira chefiava o Governo desde Julho de 2014 na sequência dos resultados eleitorais de Abril de 2014, vencidas pelo PAIGC cujos estatutos lhe conferem esse direito. Das dificuldades que teve e tem para liderar o PAIGC não vamos falar. Apenas há que dizer que a sua configuração, a sua dimensão, exige um líder com maior experiência política, mais tarimbado, para poder dar conta das especificidades que o caracterizam como movimento de libertação com muitos anos de exercício do poder, que por força da mudança da conjuntura política mundial hoje exerce o poder que obteve através de eleições consideradas justas, transparentes, livres e democráticas.

Nem tão pouco vamos referir as dificuldades de dirigir o Governo

O mais difícil para qualquer Primeiro-Ministro é, dúvida não haja, como navegar no novo e complexo panorama político que se materializa a olhos vistos.

Está provado que o Guineense tem como um dos seus principais “dotes” a sua incapacidade de GERIR AS VITÓRIAS, os ganhos, sobretudo, políticos... (Para outras esferas não avançamos.)

 Evidente é que tanto o PAIGC como o PRS estão divididos. É mais que certos que isso terá as suas implicações internas em cada uma das duas formações políticas que são as maiores do país.

O PRS depois de aturados debates da sua Comissão Política que, segundo fontes bem colocadas, não foram nada pacíficas nem fáceis, acabou por avalizar a constituição do Governo. Enquanto “fiel da balança” política do país, o PRS, mais uma vez, jogou muito bem. Resultado: acabou por averbar cinco Ministérios e cinco Secretarias de Estado; três Regiões e duas direções-gerais....

No primeiro Governo, para garantir uma governação tranquila, sem agitações na Assembleia Nacional Popular, o então Primeiro-Ministro chamou para o elenco governamental personalidades das formações políticas com assento parlamentar. Chamou o executivo GOVERNO DE INCLUSÃO.

Para muitos, a iniciativa de Domingos Simões Pereira era simplesmente “un coup de maître”. De facto foi. Governou tranquilamente, a oposição manteve-se muda e calada, digo muda, todos os pacotes legislativos foram aprovados sem delongas e nem contestações dignas de tal nome.

As divisões internas do PAIGC, sobretudo da parte dos que não eram propriamente da sua sensibilidade, não puderam fazer mais do que acompanhar o presidente do Partido na governação do Partido fazendo de contas que tudo ia bem quando na realidade nem tudo estava conforme porque algumas feridas do congresso de Cacheu ainda não estavam completamente saradas.

O Governo demissionário para garantir uma governação tranquila e estável, teve que firmar um pacto de estabilidade governativa.

Em ambos os casos, o vai vem é feito pelo PAIGC o detentor do poder por via da sua vitória eleitoral em 2014, que carece de entendimento com o PRS para efetivamente garantir uma legislatura sem sobressaltos e uma tranquilidade parlamentar.

Neste momento aguarda-se o próximo passo de José Mário Vaz, depois do revés que sofreu com a decisão do STJ que declara inconstitucional a nomeação do Primeiro-Ministro.

Do Presidente da República espera-se a correção dos passos que levam ao cumprimento das formalidades legais que enformam a nomeação do Primeiro-Ministro. Como se diz estes dias em Bissau, deve-se ter em conta os interesses superiores da Pátria e não as questões particulares.

De Domingos Simões Pereira espera-se um comportamento a altura do líder de um Partido do vulto do PAIGC. Se a sua pessoa é a causa das atribulações, não há que insistir pois isso poderá levar o país a uma situação imprevisível.

Depois do muito que se fez, de todas as formas e feitos, do mais baixo ao mais alto golpe, a hora é de paz e tranquilidade e... para pensar no coletivo e não no singular.

Humberto Monteiro

 

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